sábado, 2 de setembro de 2017

Ou resumindo, pimenta no cu dos outros é refresco, não é?

Pelo que tenho lido e ouvido, a greve continua a ser um bonito direito constitucional, mais um daqueles que gostamos de emoldurar na parede mas que nunca, nunca ser usado para reivindicar as seguintes situações:
- exercer funções especializadas pelas quais não se recebe e cuja formação não foi paga pela entidade patronal, apesar delas usufruir e de borla;
- recusar perder o sábado como um dia de folga fixo, seja por que quantia for ou pela quantia que a entidade patronal decidiu que seria legítima para perdermos sábados em família: 175€.


Lei de Murphy para grávidas II

O que é que poderia ser pior para uma grávida prestes a parir do que uma greve de enfermeiros especialistas em obstetrícia?
Uma greve geral de enfermeiros.

Lei de Murphy para grávidas

A probabilidade de uma coisa cair ao chão é proporcional à dificuldade em ir buscá-la (a sério, as minhas mãos parecem manteiga).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Caminhando nos pés de grávida

A todas as pessoas que amaldiçoam este tempo nublado em pleno julho eu peço que pensem em todas as grávidas de 3º trimestre (eu), que não fariam ideia de como iriam conseguir ir trabalhar se o tempo não tivesse arrefecido (depois do meu desespero de segunda-feira, estou quase convencida que este tempo veio de encomenda para mim).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Universos paralelos

Estávamos nós à espera do barco em São Jorge para ir para o Pico (Açores), descansados depois de dias a lavar a vista com verde e vacas, enquanto a menina do rent-a-car mostrava à amiga muito entusiasmada as suas fotografias da viagem a Lisboa: Colombo e Dolce Vita.

Animal Lovers

Há tanto para se dizer, mas só me apetece escrever isto: se as pessoas se passam, porque é que quando um animal se passa, é sempre uma questão de educação?

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Entre a fome e a vontade de comer

Desta história todas das vacinas, concluo que os portugueses continuam a adorar crucificações em praça pública e que os jornais o sabem muito bem.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Prioridades

Não tenho usado a minha prioridade em filas e tenho a sorte de vir sempre sentada no comboio, por isso nunca tenho que pedir que alguém se levante (e vão sempre rabinhos não grávidos sentados nos lugares prioritários do comboio). Mas já um horário de trabalho reduzido ajudava-me bastante a não me arrastar pelas semanas...

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ainda no forno

E já temos tantos planos para o nosso/a filh@. Como por exemplo, que goste de correr pela casa, de preferência aos saltinhos e desde que acorde até que se deite.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Putas e vinho verde

O senhor holandês não está esquecido que tem uma Red Light District e a afirmação também não significa que ele não goste de beber. O que ele quer dizer, é que dependendo nós de caridade alheia (mais precisamente daquela que nos é gentilmente cedida pelo norte da europa), só podemos almejar na vida trabalhar mais por menos. Que isto não faz sentido sei eu, mas ficarmos perdidos no significado de cada palavra também não ajuda.

A conversa

Expliquei que estou grávida a dois miúdos de 10 anos institucionalizados, e o espanto e excitação deles foi tal, que por segundos pensei que era aquele o momento em que lhes ia ter de lhes explicar por onde é que o bebé saía.

Alerta vermelho

Estar grávida é ter a nossa gravidez discutida em reuniões de equipa como se fosse um sismo com data marcada.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Pretty woman


"(...) Compreende-se que a preocupação da aparência física possa tornar-se para a rapariga uma verdadeira obsessão; princesa ou pastora, é preciso sempre ser bonita para conquistar o amor e a felicidade; a fealdade associa-se, cruelmente, à maldade, e, quando as desgraças desabam sobre as feias, não se sabe muito bem se são crimes ou se a sua fealdade que o destino pune".

Simone de Beauvoir
(Segundo Sexo)

quinta-feira, 16 de março de 2017

How I met your mother

No outro dia, no comboio, iam à minha frente duas adolescentes, com as suas pastinhas e mochilas, com todo o ar de quem acabou um dia normal de aulas na faculdade. A típica conversa entre amigas, as intrigas de ex namoros, do diz que disse, quem respondeu à mensagem, não respondeu, "devias ver a foto que pôs no facebook", "amanhã vou fazer assim e assado e vai ver só", etc. A única originalidade, é que falavam de gajas. E toma, aí está, 2017 e a homosexualidade vivida da forma mais natural que se possa imaginar, e eu até me fico a sentir estúpida de ter um nome para diferenciar isto, porque nem nome devia ter.

E a meio de todo o drama que é o romance adolescente, liga uma das mães. E eu viajei no tempo e imaginei, em que mundo viverei eu daqui a 18 anos, com a minha cabeça anos 80? Socorro.