segunda-feira, 26 de setembro de 2016

No entanto

Ah e tal e o que é que trazias do Japão? One word: miso. Eu sou pessoa para comer miso todos os dias ao pequeno-almoço (e no hotel, comia. tinham uma máquina de miso <3). E já estou a ver que esta cena se vende no Celeiro, é todo um novo mundo de pequeno almoço!

As saudades que eu tinha da minha alegre casinha

Gosto sempre de voltar de viagem e tirando a Escócia nunca visitei nenhum País onde me conseguisse imaginar a viver. Fico sempre emocionada de ver Lisboa de cima e de ser recebida quase sempre pelo céu azul que só esta cidade tem. Ao fim de três dias fora já sonho com bitoque, sopa, pão e com batatas fritas que até podem ser mc donald's. Por mais espectacular que seja o sítio, eu prefiro duas semanas a comer bife com batatas fritas do que a comer rámen ou esparguete à bolonhesa.

Mas chegados a Lisboa, numa fila de três voltas para táxi, está um taxista a despachar um gajo com dificuldades motoras, porque decidiu que a cadeira de rodas e as muletas não lhe cabiam no porta-bagagens e portanto não esteve de modas, meteu-lhe as coisinhas todas para fora do táxi e deixou-o pendurado no meio da estrada (literalmente, nem o ajudou a chegar ao passeio de novo). E uma pessoa lembra-se que Portugal tem coisas muito boas mas porra, também tem muita merdinha para resolver.

Relembrar

Nunca, nunca, nunca mudar a password do computador antes de ir de férias.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sincronismos


Abrir pela primeira vez um livro e mostrar a imagem do sítio que visitei hoje.
E estar do outro lado do mundo e alguém atrás de mim comentar em espanhol, que aquilo lhe fazia lembrar aquele palácio em Portugal, que ficava numa terra chamada Sintra (e a 10 min de minha casa).

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

We're all mad in here


Tenho um certo fascínio pela doença mental. E claro, medo. Mas também respeito e até carinho. Associo-lhe uma certa honestidade e talvez, rebeldia. Uma teimosia em ser-se exactamente o que é, mesmo que caiba mal ou só um bocadinho, ou não caiba de todo, na caixa em que tentamos pôr a condição humana. E quem fez a caixa? Quem é que decidiu (ou decidimos todos) que tínhamos que ter aquela forma e não outra? Borrifando para tudo isso, lá está a doença mental para nos mostrar que para além de todos esses limites ainda somos pessoas que têm uma vida que merece ser vivida, seja em que parâmetros for.

Aceito que possa ser uma visão romântica. Mas é preciso um certo romantismo para encarar alguns cenários de vida muito negros. Ainda assim, é melhor que a alternativa, que é fingir que só existe doença mental dentro dos manicómios ou na vida de uns quantos fracos de espírito que se deixam abater (a vida só é dura para os moles, certo?).

Li hoje que um em cada cinco portugueses sofre de doença mental. Não sei se os números são exagerados, mas entre amigos, colegas e respectivos familiares acho muito difícil encontrar um que não lide com pelo menos ansiedade ou depressão a nível pessoal ou familiar. E isto é o que as pessoas falam mais facilmente. Surtos psicóticos não se comentam porque é demasiado estigmatizado.

Acho curioso que tanto seja investido em descobrir o que se passa nos confins do Universo, povoar outros planetas, programar o ADN, construir robots inteligentes que conduzem sozinhos e façam diagnósticos, mas que paradoxalmente, tudo o que se passa dentro nas nossas cabeças, nos confins de nós, permaneça tão desconhecido. Confessem ou não, maioria de nós tem terror em navegar em mares internos. Talvez fique para outro século, transformar o Cabo das Tormentas em Cabo da Boa Esperança.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O novo tens-que-ter

A conversa insistente sobre ainda não ter filhos é um clássico e era expectável. O que tem sido surpreendente para mim, é a quantidade de gente que insiste que tenho que conduzir e que pergunta cada vez que me vê se já comecei a conduzir.

Aparentemente, uma pessoa que não tem carro e se movimenta unicamente de transportes é uma ave rara.

Um sweetheart do catano

Da próxima vez que alguém me disser que os ricos são ricos porque trabalham muito, é bom lembrar-me do acordo maravilha entre a Irlanda e a Apple. Muitos de nós também seriam ricos ou viveriam muito confortavelmente se pagássemos 1% de impostos.

(e por cá temos a Sonae.)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Parem o Mundo que eu quero sair

Quando é que o Mundo se tornou este sítio em que polícias obrigam uma mulher a despir-se na praia, em frente da própria família e as pessoas à volta batem palmas? De certeza que ainda somos a espécie mais inteligente? E consciente? E tolerante? Ou podemos pôr isso tudo de lado em prol de:

  •  (preencher com o que quer que dê jeito vender à carneirada).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Murphy

Estar semanas à procura de coisas interessantes em Lisboa. Descobrir que existem, precisamente naquelas semanas em que se vai estar de férias. E longe.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Big Brother

Não querendo entrar em delírios de perseguição, mas serei a única a achar que se o fisco passar a ter livre acesso às contas bancárias dos contribuintes, é o início do fim?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Where is home?

Nem a propósito, esta apresentação do Pico Iyer, que perdeu a casa por um incêndio quando criança e questiona sobre o significa pertencer a um lugar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Por metro quadrado

Falávamos ao almoço dos incêndios e do desespero de quem fica a correr perigo a tentar apagar o fogo. Dizia eu que pegava na gata e no fuschio, dizia adeus aos livros e vinha-me embora. Respondiam-me "então mas e a tua casa?". 

Vi algures que conforme fomos perdendo amigos fomos ganhando metros quadrados em casa. Em contrapartida lembro-me das sanzalas, onde a casa serve para dormir e para abrigar da chuva. Tudo o resto se faz na rua, em comunidade. 


Não que não empatize com o desespero da perda. Na verdade empatizo tanto que me tenho alienado de ver notícias. Mas quando dizemos que se perde tudo quando se perde a casa, não teremos já perdido? 

25 anos de cadeia para incendiários

Estou à espera da petição que responsabilize criminalmente as autarquias que não investem na prevenção de incêndios. A realidade é esta: vai sempre haver um gajo que gosta de ver tudo a arder.