sexta-feira, 6 de julho de 2012

"A mim não faz diferença"

Primeiro contentaram-se porque só afectava os funcionários públicos. Agora descontentam-se porque afinal pode afectar os privados. Mas há uma pequena fatia que ainda se contenta e diz "a mim não faz diferença, porque não os recebo". E que tal meterem os neurónios a trabalhar um bocadinho e pensarem que, por cada cada imposto que aumenta, por cada empresa que fecha, por cada pessoa que é despedida, por cada injustiça que é feita, faz TODA a diferença, independentemente de receberemos 12, 14 ou 194 subsídios?

É por isto que estamos assim, enquanto cada um olha para a sua pança eles fazem o que querem e mesmo nas nossas barbas. E estreiteza de consciência é bem mais grave do que ter maus políticos.

7 comentários:

  1. Ora nem mais, eu sou do privado mas também estive contra os cortes dos subsidios que fizeram no público, principalmente a partir do momento em que começaram a diferenciar os filhos dos enteados, e arranjaram excepções.

    E não te esqueças, as pessoas só se lembram dos problemas quando eles lhes batem à porta. Até lá é o "deixa andar, que só acontece ao outros".

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    1. Pois a questão é que a crise chega a todos.

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  2. Ando cansada de frisar isto, mas os subsídios são remuneração, e fazem parte do rendimento anual. Ora é sobre este rendimento anual que pagamos impostos, pelo que a tributarem tributam o rendimento anual, com uma fórmula esquisitíssima que, na prática, equivale a levar os subsídios. Se quiserem ir tb ao bolso dos subs dos privados, não vejo como o possam fazer isentando os que não têm subs, visto que os impostos são sobre o rendimento.
    E enquanto se continua assim, a espetar o dedo no olho do parceiro e a olhar para o umbigo, ui, não se vai mesmo a lado nenhum.

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    1. Izzie: eu nao percebo nada do assunto mas não achas que não se deveriam chamar subsídios? Parece que é um "extra".

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  3. O tuga não tem sentido de todo. E a culpa disso é também dos sucessivos maus executivos que temos elegido, não é apenas uma questão cultural.
    Cheguei a pensar que geracionalmente isto tinha tendencia a alterar-se mas já compreendi que não. Ainda não perdi a esperança.

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  4. Quando os cortes são nos rendimentos lá de casa o umbiguismo desaparece logo. E depois tem graça falarem dos FP como se fossem todos administrativos que trabalham nas finanças(é o exemplo q toda a gente usa para dizer que os FP são uma cambada de preguiçosos). Então e os varredores, os coveiros,os médicos, os professores, o técnico da CPCJ, os calceteiros, os jardineiros, etc?

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    1. Exactamente, concordo plenamente! Também me cruzo diariamente com "cambada" de preguiçosos em cafés, lojas e afins onde tenho de chamar vezes sem conta porque estão na conversa via telemóvel ou pessoalmente com colegas ou familiares. Malandros sem brio profissional há em todo o lado não é um requisito da função pública!

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